1º Seminário Internacional Multimundos
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- outubro 10, 2021
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A rede de pesquisa Multimundos, promoveu o primeiro Seminário Internacional nos dias 26 e 27 de novembro de 2018, no Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia (Musear). O tema do seminário foi: “Educação Globalizada, história, Imigração e Cultura”.
O grupo recebeu os pesquisadores de Barbados, Elaine Pereira Rocha, professora doutora do Departamento de História e Filosofia da University of the West Indies (UWI), e, da mesma universidade, Anthony Oliver Fisher, diretor executivo do China Institute of Information Technology. A University of the West Indies (UWI) é uma das instituições parceiras do grupo de pesquisa Multimundos, que possui em sua rede pesquisadores do Brasil, Portugal, Moçambique, Canadá, além de Barbados. Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o grupo está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (Ecco), da Faculdade de Comunicação de Artes (FCA). O Multimundos conta com abordagem transdisciplinar, percorrendo as áreas de educação, comunicação, ciência e artes.
“Neste primeiro momento, o foco está em estreitar as interlocuções, parcerias e abordar as questões dos fluxos migratórios”.
Prof. Aclyse Mattos.
Sobre os pesquisadores
Historiadora, Elaine Pereira Rocha conduziu o painel “Derrubando muros: Migrações, Comunicações, Desenvolvimento Econômico e Conexões Inesperadas”. A proposta examinou o desenvolvimento brasileiro desde a independência, sob a perspectiva das parcerias internacionais para o desenvolvimento, com enfoque no capital inglês aplicado ao desenvolvimento de projetos de infraestrutura em diferentes regiões no país. A pesquisadora também discutiu o conceito de desenvolvimento econômico que relegou economias periféricas – porém essenciais – à invisibilidade. Essas economias estão no cerne dos movimentos populacionais que levam trabalhadores de uma região para outra. A absorção do trabalhador imigrante, seja ele originário do mesmo país ou de países estrangeiros, é parte do processo de internacionalização. Assim como a eliminação de barreiras legais e culturais que nos levam a rejeitar o novo e o desconhecido, como o racismo, exemplifica a historiadora. O segundo painel, “Educação na era global: parcerias estratégicas rompendo o isolamento”, foi conduzido pelo doutor em Tecnologia da Educação, Anthony Oliver Fisher. Para o pesquisador, a internacionalização da educação é uma necessidade imediata, seguindo a tendência do mercado e da tecnologia, em que não se pode mais trabalhar isoladamente.
“É o momento de romper com as paredes imaginárias que nos mantiveram sempre na órbita da Europa Ocidental e dos Estados Unidos da América, quando pensamos em internacionalização. A UFMT é uma parceira muito próxima e de longa data da UWI, e pretendemos, com este seminário, fortalecer ainda mais as parcerias para estudos conjuntos”.
Anthony Oliver Fisher
Exemplo disso é o Caribe, explica Fisher, uma região formada por países chamados “nanicos”, alguns com menos de 100.000 habitantes, que é um excelente estudo de caso sobre como as parcerias internacionais podem ajudar no desenvolvimento de uma rede global de conhecimento, negócios e soluções. Como direcionar a educação na era de máxima globalização em que vivemos, sem perder o caráter cultural individual e contribuir para mudanças no âmbito local é a questão que norteia esse debate.
